Hoje foi veiculada por uma emissora local a notícia de que o Juiz Sérgio Luiz Junkes autorizou o pedido de adoção formulado por um casal homossexual aqui em Joinville. As duas mães agora constituíram sua família completa ao passarem seus sobrenomes para uma garotinha de 3 anos adotada há um bom tempo.
Que vitória para a Justiça nesses tempos de administração nojenta do poder público. Que exemplo para a escória asquerosa que perverte as leis da Constituição. Algo tão simples: o direito de se adotar uma criança e construir uma família. Parabéns para o Juiz Sérgio, que soube aliar a sobriedade jurídica com o caráter humano e mostrou como a Justiça ainda não abandonou este país.
Mas um parabéns ainda maior para as duas mães da criança, pois além de terem seu triunfo consolidado mostraram que de fato o amor vence tudo. Sejam as barreiras da sociedade, as limitações da Lei ou a ignorância das pessoas.
Elas acreditaram na lei. Acreditaram na justiça. Acreditaram no que é certo. Acreditaram umas nas outras. Quanto mais improvável a vitória, mais memorável o sucesso.
Muita gente vai jogar praga na família delas e no Juiz. Vão reclamar, como sempre reclamam. Que reclamem, moam-se de inveja por serem derrotados e fracos, incapazes de lutar e vencer como essas duas mães vitoriosas, ou incapazes de entender e discernir, como o juiz se mostrou capaz. Fiquem vermelhos de raiva e desgosto, invoquem a fúria de Deus ou do diabo, nada vai acontecer. O amor venceu, e ele é invulnerável. O amor de Deus não está na boca de quem é arrogante e fala "Deus não quer assim", como se fosse dono da verdade. O amor, assim como a jsutiça, mostrou-se no seio de uma família de três mulheres.
Enquanto houver quem acredite no que une a família, haverá razão para a Justiça ser praticada.
Não sou joinvillense, mas hoje tenho orgulho de dizer que moro nessa cidade, dado o exemplo. Que esse respeito pelos direitos das pessoas seja o primeiro de muitos. Precisamos de mais juízes e mais guerreiras como os que vi hoje pela tela da tv.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
As paredes da Vila
Era uma vez uma janela. O menino não comia arroz, então o pai dele nunca lhe deu uma bicicleta.
Moral da história: Bem vindos à vida em sociedade urbanizável moderna!!!!
Eu me pergunto... No dia em que o primeiro hominídeo fez uma cerquinha com pedras e disse "Esse espaço é meu", como viveríamos hoje se os outros encachassassem ele de bolacha e ninguém tivesse seguido aquela idéia? Desde um pedaço da crosta terrestre até cromossomos, temos a idéia que as coisas tem um dono e que esse dono, na maior parte das vezes, somos nós.
Somos tão donos de tudo que pilhamos e destruímos, desde florestas até cidades inimigas. E o que é "nosso" começa com tesouros, armas, mulheres e tudo o que couber entre nossos braços. Até que, um dia, os braços não são suficientes pra medir nossas posses.
Talvez seja natural do bicho homem, já que até aqui na Ameríndia (sic-k) os primeiros Brasileiros tinham uma idéia de posse - o que um pode mexer e o outro não pode.
Claro que isso está ligado ao egoísmo, essa pérola negra da consciência humana. Ah, eu adoro o egoísmo, pena que joguem tanta pedra nele! Sem o egoísmo não seríamos muito do que somos hoje, tanto para o bem quanto para o mal. Na verdade, essa mania taxativa que temos de definir o que presta e o que não presta até no plano dos sentimentos nos deixa bem limitados e cafonas.
Agora, fazendo uma ponte com o subjetivismo, chego a Piracity. Pirabeiraba, essa vila aparentemente simpática no norte do município de Joinville. Pirabeiraba, esse bairro com ares de femme fatale... O egoísmo torna forte a nossa vida em sociedade, em Joinville não é diferente, com um diferencial: o egoísmo por aqui tem uma licença histórica que é quase poética.
O que noto, contudo, é que os traumas do pós-guerra entranhados nos cromossomos dos colonos daqui é diferente do egoísmo que vi em outras cidades. Como já falei antes (e como vou retormar sempre que puder) a vilania dos ladrões de botijão de gás e quadrilhas de risca-faca ainda são o top hot villainy de Joinville e região (ainda mais na região de Pirabeiraba).
Isso, ao meu ver de forasteiro, é inocência. INOCÊNCIA (Pratz batendo na mesa) não é tolice! Essas questões de pureza volta e meia me pegam na contradição, mas é justamente por causa da pureza que acho que amo Joinville. Não me importa a umidade de quase 99%, o mofo que cresce até no cabelo, as chuvas de monsão distribuídas ao longo do ano, o horário de ônibus horrível... Esta terra tem uma característica que não vi em nenhum outro lugar que morei.
Não sei se é a paz, se é o marasmo, se é o ar de grande-coisa que se dá ao que é pequeno... Tem algo nessa cidade que tantos acham desinteressante que a tornou única para mim. Pode ser a mistura de rústico/campestre(Piracity) com a infância metropolitana de Joinville(centro), mas tem algo que torna a terra, e por extensão seus nativos, especiais.
Talvez seja a capacidade de se espantar com uma folha policial que, ao longo de um mês, mal chega a ser comparável com a de uma metrópole. Talvez seja o afã das festas alemãs cheias de chop e sotaques falsete. Talvez seja a avareza de uns e a humildade sincera de outros... É o encanto deste lugar, um encanto que, se não estivesse aqui, entre o Itinga e a Dona Francisca, tornaria este lugar apenas "mais um".
Moral da história: Bem vindos à vida em sociedade urbanizável moderna!!!!
Eu me pergunto... No dia em que o primeiro hominídeo fez uma cerquinha com pedras e disse "Esse espaço é meu", como viveríamos hoje se os outros encachassassem ele de bolacha e ninguém tivesse seguido aquela idéia? Desde um pedaço da crosta terrestre até cromossomos, temos a idéia que as coisas tem um dono e que esse dono, na maior parte das vezes, somos nós.
Somos tão donos de tudo que pilhamos e destruímos, desde florestas até cidades inimigas. E o que é "nosso" começa com tesouros, armas, mulheres e tudo o que couber entre nossos braços. Até que, um dia, os braços não são suficientes pra medir nossas posses.
Talvez seja natural do bicho homem, já que até aqui na Ameríndia (sic-k) os primeiros Brasileiros tinham uma idéia de posse - o que um pode mexer e o outro não pode.
Claro que isso está ligado ao egoísmo, essa pérola negra da consciência humana. Ah, eu adoro o egoísmo, pena que joguem tanta pedra nele! Sem o egoísmo não seríamos muito do que somos hoje, tanto para o bem quanto para o mal. Na verdade, essa mania taxativa que temos de definir o que presta e o que não presta até no plano dos sentimentos nos deixa bem limitados e cafonas.
Agora, fazendo uma ponte com o subjetivismo, chego a Piracity. Pirabeiraba, essa vila aparentemente simpática no norte do município de Joinville. Pirabeiraba, esse bairro com ares de femme fatale... O egoísmo torna forte a nossa vida em sociedade, em Joinville não é diferente, com um diferencial: o egoísmo por aqui tem uma licença histórica que é quase poética.
O que noto, contudo, é que os traumas do pós-guerra entranhados nos cromossomos dos colonos daqui é diferente do egoísmo que vi em outras cidades. Como já falei antes (e como vou retormar sempre que puder) a vilania dos ladrões de botijão de gás e quadrilhas de risca-faca ainda são o top hot villainy de Joinville e região (ainda mais na região de Pirabeiraba).
Isso, ao meu ver de forasteiro, é inocência. INOCÊNCIA (Pratz batendo na mesa) não é tolice! Essas questões de pureza volta e meia me pegam na contradição, mas é justamente por causa da pureza que acho que amo Joinville. Não me importa a umidade de quase 99%, o mofo que cresce até no cabelo, as chuvas de monsão distribuídas ao longo do ano, o horário de ônibus horrível... Esta terra tem uma característica que não vi em nenhum outro lugar que morei.
Não sei se é a paz, se é o marasmo, se é o ar de grande-coisa que se dá ao que é pequeno... Tem algo nessa cidade que tantos acham desinteressante que a tornou única para mim. Pode ser a mistura de rústico/campestre(Piracity) com a infância metropolitana de Joinville(centro), mas tem algo que torna a terra, e por extensão seus nativos, especiais.
Talvez seja a capacidade de se espantar com uma folha policial que, ao longo de um mês, mal chega a ser comparável com a de uma metrópole. Talvez seja o afã das festas alemãs cheias de chop e sotaques falsete. Talvez seja a avareza de uns e a humildade sincera de outros... É o encanto deste lugar, um encanto que, se não estivesse aqui, entre o Itinga e a Dona Francisca, tornaria este lugar apenas "mais um".
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Retomando a brida
POIS agora... O blog ressurgiu dos bytes equecidos, assim como meus pensamentos sobre ele. Faz tempo que não reflito sobre a proposta original do blog (que eu queria nunca ter escrito), mas volto a refletir sobre ela depois de um período tão longo sem escrever.
E não foi só o blog que mudou depois de um período de esquecimento. Eu também passei por algo que talvez um dia eu chame de "noite escura da alma" <--Pesquisem!
Em tempo, embora não tenha refletido sobre a proposta do blog, fiz algo muito melhor, sem saber: vivi a proposta. No tempo em que parei de escrever para o SimpliCidade, tive oportunidades ótimas de passar por Sampa e meu vínculo com Piracity (Pirabeiraba, o Condado em Santa Catarina!) ficou mais forte...
Como pagão, acredito que todos temos um vínculo profundo com a terra natal. Mas essa terra natal eu deixei para trás muitos anos atrás, quando saí de SP com uns 4 anos de idade. Minha terra natal virou o Brasil, pois passei por várias cidades desde a primeira mudança, e aprendi a gostar de todas, a ver que o lado bom de cada uma era mais forte do que o lado ruim (exceto Maceió, que é um caso mais complicado). Enfim, amei cada lugar por onde passei, mas nunca me identifiquei com nenhum deles como me identifico com essa vila pós-colonização-do-Fritz-e-da-Frida. Adoro Joinville, mas adoro ainda mais o seu Distrito de Pirabeiraba.
Só que meu coração é de São Paulo. É coisa de berço e sepultura. Como esquecer o primeiro ninho? E adoro amar o mundo de concreto que é aquela eucomenopólis e ainda assim se sentir tão em casa na paisagem bucólica de Pirabeiraba, um asilo para as almas notívagas que vêm de longe, além das colinas! Nunca vi cada uma tão distante da outra nos pratos da balança, mas amo as duas com igual intensidade... Sou uma criatura urbana, mas também sou do interiorrr. Uma é o mundo entre paredes de concreto, mas a outra é um lugar de paz, um porto seguro.
Me pergunto quantas pessoas pensam assim. Quantas pessoas viveram isso, quantas pessoas tiveram essa oportunidade que eu tanto amaldiçoei no passado. Enfim, é o primeiro dia de ressurreição e a vontade de escrever é maior do que a competência para isso no momento.
E não foi só o blog que mudou depois de um período de esquecimento. Eu também passei por algo que talvez um dia eu chame de "noite escura da alma" <--Pesquisem!
Em tempo, embora não tenha refletido sobre a proposta do blog, fiz algo muito melhor, sem saber: vivi a proposta. No tempo em que parei de escrever para o SimpliCidade, tive oportunidades ótimas de passar por Sampa e meu vínculo com Piracity (Pirabeiraba, o Condado em Santa Catarina!) ficou mais forte...
Como pagão, acredito que todos temos um vínculo profundo com a terra natal. Mas essa terra natal eu deixei para trás muitos anos atrás, quando saí de SP com uns 4 anos de idade. Minha terra natal virou o Brasil, pois passei por várias cidades desde a primeira mudança, e aprendi a gostar de todas, a ver que o lado bom de cada uma era mais forte do que o lado ruim (exceto Maceió, que é um caso mais complicado). Enfim, amei cada lugar por onde passei, mas nunca me identifiquei com nenhum deles como me identifico com essa vila pós-colonização-do-Fritz-e-da-Frida. Adoro Joinville, mas adoro ainda mais o seu Distrito de Pirabeiraba.
Só que meu coração é de São Paulo. É coisa de berço e sepultura. Como esquecer o primeiro ninho? E adoro amar o mundo de concreto que é aquela eucomenopólis e ainda assim se sentir tão em casa na paisagem bucólica de Pirabeiraba, um asilo para as almas notívagas que vêm de longe, além das colinas! Nunca vi cada uma tão distante da outra nos pratos da balança, mas amo as duas com igual intensidade... Sou uma criatura urbana, mas também sou do interiorrr. Uma é o mundo entre paredes de concreto, mas a outra é um lugar de paz, um porto seguro.
Me pergunto quantas pessoas pensam assim. Quantas pessoas viveram isso, quantas pessoas tiveram essa oportunidade que eu tanto amaldiçoei no passado. Enfim, é o primeiro dia de ressurreição e a vontade de escrever é maior do que a competência para isso no momento.
Here we go again
Era uma vez um blog neonato que pereceu ante o senso crítico extremamente perfeccionista de um cara que gosta(va) de escrever... Era um blog singelo e sem pretensões, um pequeno rebento digital neste mundo virtual sem fronteiras... E findou-se aqui, há mais de ano, soterrado pelas areias do tempo que escorrem da ampulheta...
Mas esperem! Milagre! Ressurreição! Quem desencavou este blog? Quem foi o arqueologista que removeu as areias do tempo? Quem foi o taumaturgo que o fez ressurgir? Segredo!
Respire mais uma vez SimpliCidade, sinta os bytes fluindo pelo seu layout mais uma vez! Alguém soprou vida no seu design cansado, alguém inspirou posts na sua home esquecida! Quem? ainda é segredo...
Mas esperem! Milagre! Ressurreição! Quem desencavou este blog? Quem foi o arqueologista que removeu as areias do tempo? Quem foi o taumaturgo que o fez ressurgir? Segredo!
Respire mais uma vez SimpliCidade, sinta os bytes fluindo pelo seu layout mais uma vez! Alguém soprou vida no seu design cansado, alguém inspirou posts na sua home esquecida! Quem? ainda é segredo...
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